
O mês do laço rosa reforça a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama. Veja o que o Ministério da Saúde e o INCA recomendam sobre mamografia, sinais de alerta e hábitos do dia a dia.
O Outubro Rosa é o mês de lembrar de um recado simples e importante: cuidar da saúde das mamas e buscar o diagnóstico do câncer de mama o mais cedo possível. É um movimento internacional de conscientização que surgiu na década de 1990. O laço rosa, seu símbolo, foi criado pela Fundação Susan G. Komen, nos Estados Unidos. No Brasil, a campanha começou em 2002 e foi oficializada pela Lei nº 13.733, de 2018.
Mamografia: o que o Ministério da Saúde recomenda
Para mulheres de 50 a 69 anos, de risco padrão, a recomendação é fazer uma mamografia de rastreamento a cada dois anos. Mulheres com risco elevado devem conversar com o médico para definir um acompanhamento individualizado.

Conheça as suas mamas
A orientação é observar e apalpar as mamas sempre que você se sentir confortável, por exemplo no banho ou ao trocar de roupa, sem uma técnica específica. O INCA explica que não indica o autoexame como método de rastreamento, porque os estudos não mostraram redução da mortalidade. Mesmo assim, conhecer o próprio corpo ajuda a perceber mudanças e a procurar atendimento logo.
Sinais de alerta
Procure um serviço de saúde se notar:
- Caroço (nódulo), geralmente endurecido, fixo e indolor
- Pele da mama avermelhada ou parecida com casca de laranja
- Alterações no mamilo ou saída espontânea de líquido de um dos mamilos
- Nódulos no pescoço ou na região das axilas
Esses sinais não significam, necessariamente, câncer, mas precisam ser avaliados por um profissional de saúde.
Hábitos que ajudam a reduzir o risco
O INCA indica medidas do dia a dia que contribuem para a prevenção do câncer de mama: praticar atividade física, manter o peso corporal adequado, adotar uma alimentação mais saudável, evitar bebidas alcoólicas, amamentar sempre que possível e não fumar nem conviver com o fumo passivo.

Nenhum hábito garante que a doença não vá aparecer, mas todos eles fazem bem à saúde em geral.
E a alimentação?
Alimentação saudável é, antes de tudo, variada. Na prática, como orienta o Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde, significa dar preferência a alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, verduras, legumes, feijão, arroz e ovos, e reduzir o consumo de ultraprocessados e de bebidas alcoólicas.
Um lembrete sobre suplementos
Suplementos alimentares, como os que a União Flora fabrica, não são medicamentos, não previnem nem tratam o câncer e não substituem uma alimentação equilibrada. Em caso de dúvida sobre o uso de qualquer suplemento, converse com um médico ou nutricionista.
Cuide-se o ano todo
Outubro é um lembrete, mas o cuidado é diário: fazer os exames na idade recomendada, manter hábitos saudáveis e procurar atendimento diante de qualquer mudança. Se você tem 50 anos ou mais, fale com a unidade de saúde ou com o seu médico para agendar a mamografia.
Para saber mais, consulte as páginas oficiais do Ministério da Saúde (bvsms.saude.gov.br) e do INCA (gov.br/inca) sobre o câncer de mama.
As informações têm caráter educativo e não substituem a orientação de médico ou nutricionista. Suplementos alimentares não são medicamentos e não devem substituir uma alimentação equilibrada.
Foto de capa: Unsplash.
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