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Osteoporose, a epidemia silenciosa: como identificar o risco e prevenir a doença

Bem-estarPor Redação União Flora
Osteoporose, a epidemia silenciosa: como identificar o risco e prevenir a doença

A osteoporose não dá sintomas até a primeira fratura. Entenda por que é chamada de silenciosa, quais sinais e fatores de risco observar, como é o diagnóstico e o que ajuda a prevenir, com dados do SUS.

A osteoporose costuma ser chamada de "epidemia silenciosa" porque a perda de massa óssea acontece ao longo dos anos sem dar sinal, e muita gente só descobre a doença quando quebra um osso. O tema foi destaque no episódio 372 do podcast Bem Estar, do g1. Neste texto, com palavras nossas e com dados de fontes de saúde, explicamos como identificar o risco e o que ajuda a prevenir a doença.

Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação de um médico.

Grupo de pessoas se exercitando em um parque. Foto: Centre for Ageing Better/Unsplash
Grupo de pessoas se exercitando em um parque. Foto: Centre for Ageing Better/Unsplash

Por que a osteoporose é chamada de "silenciosa"?

Porque, na maior parte dos casos, não dói nem dá sintoma antes da primeira fratura. A osteoporose é a redução da massa óssea com piora da estrutura do osso, o que o deixa frágil e aumenta o risco de fraturas, conforme o protocolo clínico do Ministério da Saúde. O mesmo protocolo estima que cerca de 50% das mulheres e 20% dos homens com 50 anos ou mais sofrerão uma fratura por osteoporose ao longo da vida, e que a fratura de quadril é a mais grave, com aumento da mortalidade nos dois anos seguintes. A Ebserh cita que o Brasil teria cerca de 10 milhões de pessoas com osteoporose, e que só uma pequena parte sabe que convive com ela.

Por que a osteoporose é silenciosa: os números do protocolo do SUS e da Ebserh
Por que a osteoporose é silenciosa: os números do protocolo do SUS e da Ebserh

Quais são os sinais e os fatores de risco?

Como a doença é silenciosa, o olhar precisa estar no risco. Merecem avaliação médica a fratura depois de uma queda ou trauma leve, a dor nas costas (principalmente na lombar), a perda de altura ao longo dos anos e a postura mais curvada. Entre os fatores que aumentam o risco, as fontes citam a idade avançada, a menopausa, o histórico familiar de osteoporose ou de fratura, o fumo, o excesso de álcool, o sedentarismo, o baixo peso e o uso prolongado de corticoides.

Sinais de alerta e fatores de risco da osteoporose
Sinais de alerta e fatores de risco da osteoporose

Como a doença é diagnosticada?

Só o médico faz o diagnóstico. O exame mais usado é a densitometria óssea (DXA), que mede a densidade do osso. Pelo critério usado nos protocolos, um valor de T-score igual ou inferior a menos 2,5 confirma o diagnóstico pela densitometria, mas o protocolo lembra que boa parte das fraturas ocorre em pessoas com T-score acima disso, e por isso o risco é avaliado junto com outros dados. Para essa conta existe o FRAX, uma calculadora que estima o risco de fratura nos próximos dez anos e que tem uma versão brasileira da Abrasso.

O que ajuda a prevenir?

Os pilares são os mesmos em quase todas as fontes, como mostramos em nossa matéria Saúde dos ossos: o que fortalece, o que enfraquece e o que é mito. Resumindo:

  • Cálcio e vitamina D, principalmente pela alimentação. Segundo o NHS, um adulto precisa de cerca de 700 mg de cálcio por dia, e a vitamina D vem do sol, de peixes gordurosos e de alimentos fortificados. No Brasil, a referência da Anvisa para adultos é de 1.000 mg de cálcio e 5 microgramas de vitamina D por dia.
  • Exercício com impacto e com força: caminhada rápida, dança, subir escadas e musculação ajudam a manter o osso.
  • Não fumar e evitar o excesso de álcool.
  • Evitar quedas: casa bem iluminada, sem tapetes soltos e com apoio no banheiro.
  • Acompanhamento médico, principalmente após a menopausa ou diante de qualquer fratura por trauma leve.

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E o suplemento, ajuda?

Ele pode ter um papel quando há falta de nutrientes ou quando a alimentação não alcança a necessidade, sempre com orientação. Mas há limites que vale conhecer. A Harvard T.H. Chan informa que uma revisão de 2018 do órgão americano USPSTF não encontrou redução de fraturas com cálcio e vitamina D em mulheres após a menopausa sem osteoporose e sem falta de vitamina D, e que o excesso de cálcio de suplemento pode trazer riscos, como pedra nos rins. O suplemento complementa a alimentação, mas não trata a osteoporose: para quem já tem a doença, o tratamento é definido pelo médico e pode incluir medicamentos. Para entender melhor a diferença, leia Suplementação e alimentação: qual a diferença.

Quando procurar um médico?

Converse com um médico se você é mulher após a menopausa, tem 50 anos ou mais, já teve uma fratura por trauma leve, usa corticoide por muito tempo, tem histórico familiar da doença ou perdeu altura. O Ministério da Saúde oferece o tratamento da osteoporose no SUS pelo protocolo clínico, e o primeiro passo costuma ser a consulta na Unidade Básica de Saúde.

Resumo rápido

  • A osteoporose não dá sintomas até a primeira fratura, por isso é "silenciosa".
  • Cerca de 50% das mulheres e 20% dos homens com 50 anos ou mais terão uma fratura por osteoporose (protocolo do SUS).
  • O diagnóstico é médico, com densitometria e avaliação do risco (FRAX).
  • Cálcio, vitamina D, exercício, não fumar e evitar quedas são a base da prevenção.
  • Suplemento complementa a alimentação, mas não trata a doença.

Referências

Suplementos alimentares não são medicamentos e não substituem uma alimentação equilibrada nem o acompanhamento de profissionais de saúde.

As informações têm caráter educativo e não substituem a orientação de médico ou nutricionista. Suplementos alimentares não são medicamentos e não devem substituir uma alimentação equilibrada.

Foto de capa: Unsplash.

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